
Edilaine Fernanda Velho Guedes
Polo São Leopoldo
Unidade 1
Neste dossiê relatarei sobre alunos de inclusão que atendi no laboratório de informática de minha escola nestes últimos anos, pois estive trabalhando somente como coordenadora deste laboratório e neste espaço tive acesso a todos os alunos da escola no turno diurno.
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Em 2006 a escola recebeu um aluno no 1° Ano, novo na escola ninguém o conhecia e a matrícula foi feita normalmente sem nenhuma observação. Logo nos primeiros dias percebeu-se uma grande inquietude neste menino, ele não parava quieto, quando ia ao laboratório de informática a professora regente ficava grudada nele pois ele não parava nem sentado e nem mostrava interesse pelos computadores , corria , entrava embaixo das bancadas, era uma loucura e na sala de aula não era diferente. A turma tinha 25 alunos e uma única professora. Conflitos com os pais começou pois estes foram chamados pela escola e a principio diziam que o menino não tinha nada e aos poucos após muitos encontros entre direção, professora e família do menino os problemas de saúde foram surgindo e eram diversos. Os pais não aceitavam de geito nenhum que seu filho tivesse algum problema. Ele apresentava diversas dificuldades de entendimento , era agitadíssimo, sem concentração. Ele também mexia muito com os outros alunos e problemas com os pais de seus colegas também começaram a aparecer. A professora regente da turma passou o ano todo com muitos problemas e quase enlouquecendo mas recebia apoio da direção e também dos outros professores da escola. No laboratório de informática o progresso era lento ele sempre precisava que a professora gurdasse nele e pelo final do ano ele conseguiu parar um pouquinho e tentar mexer no mouse. Tive muito pouco progresso com ele, nada chamava sua atenção!
Em 2007 ele entra para o 2° Ano e a escola consegue progressos depois do ano anterior tão tumultuado na turma onde este menino esteve. Este ano aescola consegue atender este menino de maneira um pouco especial numa turma de 16 alunos somente, alunos estes escolhidos por não terem muitas dificuldades e assim a professora pudesse dar conta do menino e dos outros alunos. O menino continua apresentando o mesmo quadro do ano anterior com muita dificuldade de parar quieto , de realizar alguma atividade e com a professora grudada nele e em muitos casos de crise ela segurando ele no colo até acalma-lo. No laboratório de informática percebia pouca melhora, mas observei que ele com o passar do ano começou a conseguir firmar o mouse e até a clicar de maneira um pouco mais correta. Enfim observei que houve um crescimento na sua aprendizagem e até no interesse dele pois ele dizia gostar de ir na informática. No meio do ano devido a diversos pedidos da direção da escola foi enviado pela SMED uma professora auxiliar visto a grande dificuldade em prende-lo na sala e poder atender aos outros alunos, era uma situação muito difícil. Foi muito bom a experiência com esta professora auxiliar acredito que isto tenha o feito desenvolver-se mais e acalmado um pouquinho. Neste ano a familia aceitou que seu filho tinha problemas e integrou-se a escola. O bom relacionamento da família com a escola foi muito importante para todos. Ele era bem aceito pelos colegas a professora deste ano conseguiu fazer um excelente trabalho de relacionamento dos alunos com o menino.
Em 2008 o ano já iniciou com a professora regente e a professora auxiliar e uma turma também de 16 alunos onde o menino estava repetindo o 2° Ano. Ele ainda apresentava grande dificuldades de parar quieto mas pintar e seru nome ele já fazia. Na informática já apresentava dominio do mouse e gostava de jogos com barulho onde já percebia que ele tinha entendimento do que fazia. Neste ano , no mês de julho este menino veio a falecer devido a uma infecção pulmonar, foi muito rápido, veio uma febre alta , foi para o hospital e em uma semana ele morreu. Muito triste, todos na escola ficaram chocados!
Rezamos por ele.
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Unidade 2
Informações sobre suas escolas e redes de ensino onde trabalham, indicando se identificam a presença de alunos com deficiência ou necessidades educativas especiais nessas instituições.
O professor e a escola devem entender e aceitar que cada criança tem um ritmo, tendo ela uma necessidade especial ou não. É preciso conhecer a criança sem o rótulo de uma doença.
O que o aluno com necessidades especiais precisa é de uma educação de qualidade é no que eu acredito e a legislação é muito bem feita, a proposta e o projeto do governo são muito bons, mas o que a gente vê na prática ainda não é o suficiente.
A atual Política Nacional de Educação Especial aponta para uma definição de prioridades no que se refere ao atendimento especializado a ser oferecido na escola para quem dele necessitar. Minha escola (Escola municipal de Ensino Fundamental Castro Alves) e todas as demais escolas do município de São Leopoldo garantem vaga a estes alunos com necessidades especiais.
A cada ano minha escola recebe mais alunos com necessidades especiais e a escola esta muito envolvida em atender a eles da melhor maneira possível. Todos são bem vindos e todos os integrantes da escola (professores, alunos e funcionários) são responsáveis pelo atendimento a eles. Precisamos trabalhar desde a escola o convívio e a valorização das diferenças.
A poucos anos atrás os alunos com deficiências eram excluídos pois a escola os encaminhava a outras instituições que atendiam exclusivamente as deficiências e atualmente é dever da escola dar conta também destes alunos. Os professores estão sendo desafiados a atender bem a diversidade de seus alunos.
Minha escola atende alunos do 1° ano até a 8ª série. Também funciona no noturno com o EJA (Educação de Jovens e Adultos) onde ocorre as etapas I, II, III, IV e V. Temos em média 1200 alunos e contamos com mais ou menos 70 professores.
Aqui no município de São Leopoldo os estudantes da Rede Municipal de Ensino com necessidades especiais de aprendizado são beneficiados com uma Sala de Recursos Multifuncionais. Esta sala funciona como suporte do Nappi para oferecer um serviço de natureza pedagógica que apóia e complementa o atendimento educacional da classe regular. Ela oferece subsídios pedagógicos que contemplam as áreas: cognitiva, motora, sócio-afetiva, emocional e corporal e funciona na Escola Municipal de Ensino Fundamental Paul Harris. Uma só é muito pouco, deveríamos ter mais!
Em minha escola o número de alunos com necessidades especiais é grande. Temos em média 51 alunos no currículo, 37 na área número este que é contemplado no censo escolar. No EJA encontramos muitos problemas tendo três alunos com necessidades especiais mentais (Síndrome de Down, Autismo com esquizofrenia e deficiência mental) que são também atendidos de acordo com suas potencialidades. Mas temos muitos jovens no noturno com problemas de aprendizagem, são alunos que não tinham muito progresso no ensino regular e agora também apresentam estas dificuldades no EJA. Estas dificuldades em alguns alunos são decorrentes do uso de drogas.
Encontramos na escola alunos com:
· Déficit de atenção
· Problemas na fala
· Problemas de saúde: sopro congênito, dreno no ouvido, problemas de convulsão, neurológico, portador do vírus HIV, leucemia (internada em hospital)
· Hiperatividade
· Baixa visão
· Agressividade
· Transtornos globais
· Estrabismo
· Perda total da audição
· Deficiência mental e atraso mental
· Problemas emocionais – familiares
· Deficiência física
· Cadeirante
· Psicológicos
· Dislexia
Déficit de atenção, problemas psicológicos emocionais são muitos alunos que apresentam estes sintomas e todos os professores buscam solução sendo que alguns deles fazem tratamentos com medicação, outras freqüentam a sala de recursos mas ainda muitos não tratam e a repetência acontece.
Dos casos acima praticamente todos são encaminhados ao NAPPI mas nem todos são atendimentos pois alguns estão esperando vaga e muitos que recebem a oportunidade a família não leva.
A supervisão da escola orienta os pais a procurarem médicos e realizar exames que busquem diagnosticar os distúrbios principalmente de aprendizagem e bem estar social.
O menino com deficiência auditiva é acompanhado por uma professora que faz desde o ano passado curso de libras oferecido pelo NAPPI e este menino tem acompanhamento particular pela família.
A menina cadeirante recebe uma turma com menos alunos e em função dela temos rampas de acesso em toda a escola.
Há o envolvimento e preocupação de todas na escola com esses alunos especiais e buscamos o apoio da Secretaria de Educação através do NAPPI . É oferecido cursos e grupos de estudos aos professores que atendem diretamente a esses alunos. O próprio NAPPI elogiou nossa escola pelo envolvimento das professoras na busca por informações que as ajude no trato com seus alunos.
Enfim minha escola no município de São Leopoldo procura oferecer um atendimento conforme a lei solicita.
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Unidade 3
Parte A) A partir da pesquisa iniciada sobre a educação especial no seu município, descreva quais serviçoes especializados existem no mesmo e quantos alunos são atendidos por estes serviços.
Trabalho no município de São Leopoldo onde a elaboração de uma proposta de educação inclusiva datam do ano de 1998 com debates, propostas de parcerias com outras instituições e capacitações para professores da rede municipal.
Desde 1998 muitos movimentos em prol da educação inclusiva começaram a surgir oportunizando espaços de capacitação aos professores e visitação as escolas assessorando educadores e familiares.
Em 2001 foi elaborado um projeto piloto de Inclusão com parceria com a UNISINOS.
De 2002 a 2003 funcionou o SEI ( Serviço Especializado de Inclusão) e duas salas de recursos.
Em 2004 o SEI tinha como proposta oferecer suporte ao processo de educação inclusiva na rede regular do ensino, objetivando o acesso de educandos com necessidades educacionais especiais, em todas as etapas da Educação básica.
Em 2005 o SEI passou por uma reorganização sendo vinculado a Diretoria Pedagógica da SMED (Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer), passou a constituir-se como um núcleo de assessoria técnica gerando políticas voltadas à inclusão educacional. A nomenclatura mudou para NAPPI – Núcleo de Apoio e Pesquisa ao Processo de Inclusão.
Então hoje as escolas municipais de São Leopoldo contam com o NAPPI que possui uma equipe interdisciplinar vinculada à Diretoria Pedagógica da Secretaria Municipal de Educação, Esporte e Lazer , cuja a atuação esta voltada em subsidiar institucional, terapêutica e pedagogicamente a organização dos serviços de atendimento educacional especializado que favoreça a inclusão de alunos com necessidades educacionais especiais nas classes de ensino regular.
Os profissionais que atuam no NAPPI são da área da educação, com experiência em docência, com formação nas áreas da pedagogia, psicopedagogia, fonoaudióloga, fisioterapia, psicomotricidade, psicologia, serviço social e terapia familiar.
Ações do NAPPI:
· Prestar assessoria técnica à Diretoria Pedagógica sobre questões ligadas à inclusão educacional;
· Elaborar projetos junto ao MEC/SEESP objetivando o apoio técnico e de recursos para apoio
· Prestar assessoria às Equipes Diretivas nas escolas e na sede do NAPPI sobre alunos com necessidades educacionais especiais;
· Assessorar professores sobre ações pedagógicas;
· Participar de reuniões na s escolas;
· Participar e coordenar seminários e eventos ligados a inclusão;
· Coordenar grupos de estudos com professores da rede municipal;
· Elaborarem conjunto com a escola, a necessidade de recursos e apoios para estudantes com necessidades educacionais especiais;
· Entrevistar, selecionar, e supervisionar as estagiárias das áreas da Educação e da saúde que atuam nas escolas municipais.
· Mapear, com as supervisoras, as matriculas de estudantes com necessidades educacionais especiais, objetivando planejar matricula, e estudar as possibilidades de redução de turma , de turno, colaborando na especificidade de cada aluno.
· Coordenar as reuniões das equipes do NAPPI e da Sala de Recursos Multifuncionais;
· Elaborar, junto a SMED, proposta de tecnologia de aquisição de recursos de tecnologia assistiva para estudantes com necessidades educacionais especiais.
· Fazer o atendimento a estudantes com necessidades educacionais especiais, em grupos ou individualmente nas áreas: psicopedagogia, psicologia, fisioterapia, psicomotricidade, fonoaudiologia, pedagogia, bem como assessoria a professores que trabalham com estudantes atendidos pelo NAPPI
· Atendimento a alunos em pequenos grupos ou individualmente
· Interconsulta com diferentes profissionais que trabalham com estudantes atendidos.
O NAPPI atende aos alunos da rede municipal de ensino de São Leopoldo que apresentam dificuldades acentuadas de aprendizagem ou limitações no processo de desenvolvimento que dificultam o acompanhamento das atividades curriculares não vinculadas a uma causa orgânica e alunos com dificuldades de relacionamento, narrados como indisciplinados, agressivos, encaminhados pelo Conselho Tutelar, Promotoria Pública, entre outros, bem como aqueles multirrepetentes, em condições de vulnerabilidade social. No prédio do NAPPI são atendidos em torno de 200 alunos.
Os alunos com necessidades educacionais especiais mais persistentes são atendidos por educadores com formação em atendimento Educacional Especializado na Sala de Recursos Multifuncionais. Os profissionais que atuam nesses espaços também realizam intercambio ativo com as escolas, nas quais estão matriculados os alunos por elas encaminhados.As Sala de Recursos Multifuncionais é um espaço organizado com materiais didáticos , pedagógicos,equipamentos e profissionais com formação para realizar às necessidades educacionais especiais dos alunos, em turno inverso à escolarização. São Leopoldo hoje conta com 4 salas de recursos vinculadas ao NAPPI. São elas:
· Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Paul Harris
· Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Barão do Rio Branco
· Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Álvaro Luis Nunes
· Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Paul Maria Edila
Minha escola é atendida na Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Paul Harris. Em média cada sala de recurso do município atende 40 alunos.
As escolas do município também contam com o apoio do CRAS que é uma entidade de assistência social a comunidade com psicólogos, psiquiatras e assistência social as famílias.
A UNISINOS também tem atendimento aos alunos sendo por procura dos pais.
Em minha escola temos a seguinte situação de atendimento a alunos com necessidades educacionais especiais:
- No 2° Ano temos 1 aluno atendido na Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Paul Harris com pedagoga - Um menino com deficiência auditiva e é trabalhado com libras. E também 1 menino atendido por psicologa no NAPPI.
- No 3° Ano temos 1 aluno atendido no NAPPI com fisioterapeuta.
- No 5° Ano temos 1 aluno atendido no NAPPI por psicologo e uma aluna cadeirante atendida na Sala de Recursos Multifuncionais da EMEF Paul Harris com psicopedagoga.
- Na 5ª série temos 2 alunos atendidos por psicologo no NAPPI.
- Na 6ª série 1 aluno é atendido no NAPPI por psicologo.
- Uma média de 15 alunos são atendidos no CRAS por psicologos.
- Temos vários alunos que foram encaminhadas a exames neurologicos pela UBAM.
Não é fácil conseguir vaga para atendimento de alunos no NAPPI e na Sala de Recursos Multifuncionais, temos muito mais alunos que necessitam de atendimento.
Parte B) ESTUDO DE CASO : Selecionar o caso
Estudo do Caso
Escolhi o aluno com deficiencia na audição que esta no 2° Ano. Não é meu aluno. No ano passado atendi ele no Laboratório de Informática.
Idade: 7 anos
Classe média
Grau de escolaridade da família: pai: Ensino médio e mãe e irmão: Cursando ensino médio
O aluno nasceu no 5° mês de gestação. Com 5 dias de vida teve diminuido oxigênio e teve falta de oxigenação no cérebro, o que causou a hidrocefalia ( Teve que colocar vávula) e a surdez profunda.
Com 5 anos fez o implante coclear e passou a tratar-se com a equipe do Hospital de Clínicas: Fonoaudióloga e neurologistas. Além do uso do aparelho ( que o aluno não pode usar próximo a brinquedos plásticos (pracinha) que produzam eletricidade estática), o aluno apresenta uma severa alergia a balões.
O aluno mora com a mãe, o pai e o irmão mais velho. A mãe que leva o menino aos atendimentos. Pela manhã duas vezes por semana na fonoaudiologa (consulta particular) e uma vez por semana na pedagoga do NAPPI. Ele tem atendimento quinzenal no Hospital de Clinicas onde a mãe relata os progressos do período, através de relatórios. O irmão leva e busca o menino na escola.
O menino gosta muito de animais e tem criação de frangos na sua casa. Ele acompanha os nascimentos e relata suasexperiências. Tem também um coelho, além de cachorro. Gosta de assistir TV e brincar no computador.
Na maioria de atividades, principalmenteque envolvam leitura e escrita, presta ,muita atenção e concentra-se para realizá-las. Superada a barreira da comunicação, tudo que entende, quer aventurar-se a fazer. É extremamente autônomo e só aceita "ajuda" da professora, não deixa ninguém fazer no seu lugar. Em alguns dias não quer pintar pois esta cansado da jornada com as demais profissionais.
A mãe do menino faz visitas quinzenais a escola, onde sempre conversa com a professora titular da turma.
11/06 O relacionamento do menino com seus professores e funcionarios da escola é muito boa, é bastante carismático e independente. Tem um bom relacionamento com seus colegas de sala e já é bem conhecido dos outros alunos com quem convive no recreio. É bem ativo, no recreio brinca o tempo todo de tudo: corre, joga bola, joga fla-flu... É muito repeitado por todos os alunos.
A escola movimentou-se em função deste aluno no sentido de oferecer espaço para reuniões entre todos os professores que atendem este menino tanto na escola quando na sala de recurso. A escola também investiu em material de carater visual para ser usado por ele e sua turma. A turma o qual ele esta inserido trabalha muito com libras inclusive a poucos dias em apresentação do aniversário da escola toda turma apresentou uma canção com gestos em libras.
Unidade 6:
1.Quais as práticas pedagógicas inclusivas possíveis de serem efetivadas em sala de aula com o sujeito escolhido por você para o estudo de caso?
A inclusão deste aluno com surdez acontece na escola desde o primeiro ano o que garanti, desde cedo, utilizar os recursos de que necessita para superar as barreiras de sua deficiência no processo educacional e usufruir seus direitos escolares, exercendo sua cidadania, de acordo com os princípios constitucionais do nosso país.
É competência das professoras que o atendem a tarefa de individualização das situações de aprendizagem oferecidas a essa criança, devendo considerar as suas capacidades afetivas, emocionais, sociais e cognitivas. Assim não se deve levar em consideração as suas singularidades, respeitando-as e valorizando-as como fator de enriquecimento pessoal e cultural.
A qualidade do processo de inclusão está diretamente relacionada à estrutura organizacional da instituição. A escola como um todo deve estar sempre envolvida com as inclusões.
O trabalho pedagógico com os alunos com surdez nas escolas comuns, deve ser desenvolvido em um ambiente bilíngüe, ou seja, em um espaço em que se utilize a Língua de Sinais (libras) e a Língua Portuguesa e isto já acontece com este aluno em minha escola.
Cada aluno tem a sua própria história e especialmente na deficiência auditiva, a história do aluno precisa ser conhecida para ser melhor aproveitada.
A única limitação deste aluno quanto a aprendizagem é na percepção dos sons. Mas o avanço científico e tecnológico é capaz de proporcionar dispositivos que favorecem sua capacidade de compreensão.
Partindo do princípio de que a Língua de Sinais é fundamental para que o aluno com surdez adquira linguagem e avance no seu desenvolvimento cognitivo, não podemos deixar de considerar também, que apenas o uso dessa língua não é suficiente para resolver questões relativas à sua aprendizagem. A Língua de Sinais, por si só, não promove a aprendizagem da leitura e da escrita. Mais do que a utilização de uma língua, os alunos com surdez precisam de ambientes educacionais estimuladores, que desafiem o pensamento, explorem suas capacidades, em todos os sentidos.
Faz-se importante trabalhar em sala de aula o uso de recursos visuais é fundamental para a compreensão da Língua Portuguesa, seguidos de uma exploração contextual do conteúdo em estudo. Também um amplo acervo textual, para que os mesmos possam ter oportunidade de interação com os mais variados tipos de situação de enunciação. É necessário também muito dinamismo e criatividade na elaboração de exercícios, os quais devem ser trabalhados em contextos de usos diferentes.
Deve-se mostrar que a língua de sinais pode estar presente no espaço de sala de aula, colaborando para as relações que envolvem todo o espaço educacional e assim envolver toda a turma de alunos.
Não menos importante é o atendimento especializado que ele deve ter. No caso deste aluno ele tem atendimento especializado no contra turno.
2.De que maneira(s) a presença de alunos com NEEs no ensino comum pode contribuir para a facilitação das aprendizagens da turma como um todo?
Com ou sem necessidades especiais, todos os alunos têm contribuições a dar e a receber. Muitas vezes, a partir da necessidade especial de um aluno, promove-se um repensar sobre toda a turma, envolvendo planejamento, prática, avaliação, com ganhos para todos.
Todos os alunos aprendem junto com o colega especial e aprendem principalmente a aceitar e conviver com a diferença.
A presença de um aluno especial pode despertar a motivação e a cooperação entre todos da turma facilitando a aprendizagem.
Unidade 7
Avaliação
a) Que aproximações existem entre as idéias trazidas nos textos sobre avaliação e seu estudo de caso?
Felizmente os textos tem muito haver com o caso em estudo visto que a professora regente da turma avalia o crescimento de seu aluno e todo o caminho percorrido por ele. A escola recebe apoio dos serviços especializados em São Leopoldo (NAPPI e sala de recursos) o qual ele participa de atividades no contra turno. A avaliação é feita em conjunto com todos os profissionais que trabalham com este aluno. Neste sentido toda a escola esta buscando se adequar a este aluno valorizando todo seu trabalho dentro de suas possibilidades.
b) Quais as contradições em relação ao que foi observado?
Não percebo contradições.
c) Como é feita a avaliação do sujeito da pesquisa durante o ano letivo (parecer descritivo, por exemplo)?
A avaliação dele tem um diferencial mas não em relação a documentação pois ele é avaliado trimestralmente com parecer descritivo e no final do ano letivo ganhará um conceito (MS, S ou I).
Na avaliação da aprendizagem do aluno surdo o desempenho lingüístico dele não interfira na avaliação desse aluno que já possui, por sua perda auditiva, uma perda lingüística no que se refere à Língua Portuguesa (falada e/ou escrita).
Na avaliação do conhecimento é utilizado critérios compatíveis com as características inerentes a esses educando.
Se da maior relevância ao conteúdo, ao aspecto cognitivo de sua linguagem, coerência e seqüência lógica das idéias.
A forma da linguagem é avaliada com mais flexibilidade.
Todos os profissionais envolvidos com este aluno deverão estar conscientes de que o mais importante é que ele consiga aplicar os conhecimentos adquiridos em seu dia a dia, de forma que esses conhecimentos possibilitem uma existência de qualidade e o pleno exercício da cidadania.
O decreto 5626/2005 considera que o aluno com surdez tem direito a uma avaliação diferenciada. Apresenta em seu texto o seguinte:
VI - adotar mecanismos de avaliação coerentes com aprendizado de segunda língua, na correção das provas escritas, valorizando o aspecto semântico e reconhecendo a singularidade lingüística manifestada no aspecto formal da Língua Portuguesa;
VII - desenvolver e adotar mecanismos alternativos para a avaliação de conhecimentos expressos em Libras, desde que devidamente registrados em vídeo ou em outros meios eletrônicos e tecnológicos;
d) Essa avaliação dá conta das possibilidades e competências do sujeito observado?
É feito muito para se dar contas das possibilidades e competências deste aluno. A professora que o acompanha é muito interessada e tem muito conhecimento sobre o caso dele. Ela já realizou curso de libras e de inclusão. A escola como um todo também é bastante preocupada com alunos com necessidades especiais.
Comments (6)
Gi said
at 1:56 pm on Apr 19, 2009
Olá Edilaine... Descreves bem tua experiência com a área, procuraste articular suas opiniões, comentários e problematizações apresentando uma descrição do processo educativo que vivenciaste demonstrando uma reflexão ampla, articulada e enriquecida. A inclusão do aluno especial na escola comum é um desafio. Essa é uma proposta ousada porque o grande entrave é justamente a formação dos professores, já que eles não estão sendo preparados para trabalhar com esse processo, para enfrentar os desafios e lidar com as diferenças dentro das salas de aula. Sabemos da importância de que a escola, a família e todos os envolvidos se contaminem pelos mesmos ideais, pois se houver participação, haverá também uma tomada de consciência, fazendo com que participem e exerçam seu papel. Contar com profissionais comprometidos, abertos a mudanças e novos desafios é também é fundamental. Porém, esse é um trabalho de "formiguinha", pois nada muda de um dia para outro porque o grande desafio da inclusão está em vencer medos e quebrar paradigmas, para que então se possa caminhar em direção á diferença e á diversidade.
Logo estarei comentando tuas reflexões acerca das Políticas de Inclusão Escolar, onde se fará um resgate de dados sobre os processos inclusivos na realidade da rede de ensino em que atuas,possibilitando que se aproprie ainda mais dos conhecimentos necessários para uma maior fundamentação da sua prática e superação dos problemas identificados. Qualquer dúvida entre em contato. Abraços, Gi
Gi said
at 2:13 pm on Apr 20, 2009
Olá Edilaine... Na perspectiva da Educação inclusiva, pude constatar que já consegues perceber algumas modificações em sua escola. Sabemos que para atender ao chamado da educação inclusiva, é necessário que o poder público, escola e a família repensem o real sentido da palavra INCLUSÃO. É necessário que a legislação que envolve a educação inclusiva seja mais bem estudada, planejada e estruturada para que se faça uma reflexão mais crítica sobre o que é a inclusão e os aspectos que devem ser contemplados para promovê-la. De modo que a todos que necessitem do apoio desta, tenham acesso. Promovendo-se assim, uma vida com qualidade e cidadania.
A entrada de alunos com necessidades educativas especiais nas salas de aula do ensino comum demanda uma série de mudanças na escola, como a flexibilização do currículo por intermédio das adaptações e novas práticas que sejam facilitadores da aprendizagem, a revisão de posturas e conceitos. Além disso, faz-se necessário a previsão do atendimento educacional especializado, a fim de atender às necessidades educativas especiais dos alunos, organizados institucionalmente para apoiar, complementar e suplementar os serviços educacionais comuns. Também envolvem a construção de um espaço onde todos os professores envolvidos com o aluno troquem experiências, dúvidas, conquistas, aprendizagens, tendo como objetivo, apoiar o trabalho desenvolvido por estes profissionais nas salas de aula. Porém acredito que ainda é preciso superar tantas outras dificuldades que ainda persistem, pois ainda vemos escolas que continuam, na sua grande generalidade, sem recursos materiais e humanos para poderem implementar a inclusão, tal como é defendida! A inclusão implica uma transformação no modo de se conceber a educação como um todo, a fim de que as escolas possam receber todos os alunos, quaisquer que sejam suas especificidades.
Gi said
at 2:13 pm on Apr 20, 2009
Os docentes continuam a fazer "milagres" com os poucos ou inexistentes recursos à sua disponibilidade! Boa vontade não é suficiente para ultrapassar todos estes constrangimentos!
É chegada a hora da metamorfose educacional, onde os conflitos e resistências sejam superados e, que se perceba a dimensão de saberes que a diversidade tem a oferecer.
Como diz Mantoan (1997): “O princípio democrático de “educação para todos” só se evidencia nos sistemas educacionais em todos os alunos e não apenas um deles” (p.120). Qualquer dúvida entre em contato. Abraços,Gi
Gi said
at 3:53 pm on May 15, 2009
Olá Edilaine... Teus registros referentes à unidade 3, estão bem detalhados, evidenciando clareza na exposição de idéias, demonstrando o teu envolvimento com a temática abordada na interdisciplina. Conseguiste também traçar um perfil do aluno escolhido para ser teu sujeito neste estudo de caso, atingindo assim, o objetivo proposto nesta unidade. Continues assim, investindo na construção deste dossiê, pois acredito que a diversidade de informações aqui relatadas, contribuirá para as próximas reflexões, a serem elaboradas nas unidades seguintes. Qualquer dúvida entre em contato. Abs, Gi
Gi said
at 4:17 pm on Jun 12, 2009
Olá Edilaine... Os dados trazidos por ti a cerca da complementação do teu estudo de caso, estão bem retratados e atendem as propostas de nossa interdisciplina. Parabéns, pelo teu envolvimento e seriedade com a temática em estudo. Qualquer dúvida, entre em contato. Abs,Gi
Gi said
at 1:36 pm on Jul 3, 2009
Edilaine... Com certeza as práticas pedagógicas inclusivas devem basear-se num trabalho multidisciplinar, procurando proporcionar o pleno desenvolvimento das potencialidades sensoriais, afetivas e intelectuais do aluno, mediante um projeto pedagógico que contempla os princípios da escola inclusiva, a fim de que se possa abranger toda a turma de tal forma que nenhum aluno seja discriminado. Nós professores, que somos agentes de mudança, devemos ter em mente, a responsabilidade social e participar decisivamente do esforço de inclusão, visto ser este o caminho definitivo para que deixemos de ser o país de maior riqueza e, ao mesmo tempo, das maiores injustiças sociais. O sentido especial da educação consiste no amor e no respeito ao outro, na busca para melhor favorecer o crescimento e desenvolvimento do outro. Teus relatos contemplam os objetivos propostos nas Unidades 6 e 7!
Para refletir:
“Certamente, um professor que engendra e participa da caminhada do saber "com"seus alunos consegue entender melhor as dificuldades e as possibilidades de cada um e provocar a construção do conhecimento com maior adequação (MANTOAN, 2003, p. 77).”
Um abraço, bom final de semestre e até o próximo! Gi
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